Para teorizar acerca do pH e POH precisamos entender primeiro que ácidos são substâncias que produzem iões hidrogénio (H+) quando dissolvidos em água. Bases são substâncias que produzem iões hidróxido (OH-) também quando dissolvidos em água. Estes ácidos que ionizam em soluções diluídas (por exemplo, a dissolução do sal NaCl em água produz uma solução) para produzir iões hidrogénio – até próximo da ionização completa – são classificados como ácidos fortes. Por contraste, os ácidos que ionizam de maneira fraca, produzindo poucos iões hidrogénio são classificados como ácidos fracos. Por outro lado, as bases fortes praticamente ionizam completamente, produzindo muitos iões hidróxidos. Da mesma forma, bases fracas ionizam pouco e, consequentemente, produzem poucos iões hidróxido. A resistência relativa de um ácido ou de uma base é determinada comparando-se a concentração dos iões hidrogénio em solução, em relação à da água. A água pura é neutra. A água dissocia-se em igual número de iões hidrogénio e hidróxido. Em termos realistas, a água é pouco ionizada. Num litro de água pura, à temperatura de 25°C, a concentração, tanto de hidrogénio como de hidróxido, totaliza apenas 1 x 107g iões. O produto iónico ou constante de ionização da água é igual a:

[H+] [OH-] = (1 x 107) (1 x 107) = 1 x 1014

A concentração do ião hidrogénio ou do ião hidróxido é expressa em moles/litro. Por definição, pH é logaritmo negativo de base 10 da concentração de iões hidrogénio.

PH = -log[H] = log 1/[H+]

Logo, quanto maior a concentração de iões hidrogénio, mais forte o ácido será e tanto menor será o pH.

O mesmo raciocínio adotar-se-á para a escala do POH. Quando as concentrações dos iões hidrogénio e hidróxido forem expressas em moles/litro, a soma do pH e do POH será igual a 14. A acidez ou a alcalinidade de uma solução aquosa no interior da massa do betão pode ser medido facilmente usando-se indicadores em forma de lápis comparando, a seguir, com uma tabela de cores.
O betão possui uma alta alcalinidade graças, principalmente, à presença do Ca(OH)2 libertado aquando das reações de hidratação do cimento. Acontece que esta alcalinidade pode ser reduzida com o tempo, fazendo com que o betão funcione como um verdadeiro eletrólito.

Muitos investigadores têm proposto um valor crítico para o pH do betão que varia de 11,5 e 11,8, abaixo do qual já não se assegura a manutenção da passivação (proteção) das armaduras que incorpore.
Outro aspeto muito importante que deve ser compreendido é o eletroquímico. Como sabemos da eletroquímica, o aço é feito de vários metais, pelo que, uma vez exposto a um betão tendo solução propícia nos seus vazios, formará milhares de pilhas galvânicas e, naturalmente, campos elétricos, devido a imposição de voltagens diferenciadas entre cada metal existente ao longo da barra, provocando a migração ou deslocamento dos iões adjacentes a estas pilhas, na massa do betão, fechando o circuito elétrico. O fluxo de corrente elétrica que ocorre no ambiente betão/armadura é devido ao deslocamento dos iões presentes na solução existente nos seus vazios. O popular efeito migração nada mais é do que aquele deslocamento dos iões presentes na solução existente nos poros do betão sob o efeito do campo elétrico. Por outro lado, não podemos esquecer que, concomitantemente ou não, também poderão ocorrer migração ou deslocamento de iões através do betão, apenas sob o efeito das diferenças das suas concentrações nas soluções existentes nos poros do betão. Isto, por si só, causa corrosão no aço, devido ao facto de que aqueles iões ficam sujeitos a interações eletrostáticas devido à natureza das suas cargas elétricas e, portanto, conduzindo eletricidade.

Começa hoje o ISBP 2015 – 1º Simpósio Internacional de Patologias em Edifícios, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Mais informações aqui: paginas.fe.up.pt/~isbp2015.

É com muito gosto que a HouseLab anuncia o programa das II Conferências de Gestão de Edifícios – Manutenção de Condomínios, iniciativa organizada pelo grupo CEES, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e pela Apegac.
O evento contará com comunicações de dois colaboradores da Houselab: Eng. Nelson Bento Pereira e Eng. Dóris Queirós.

Programa

09:00 – Abertura – Prof. Vítor Abrantes
09.20 – Comunicação 1 – Coberturas – a confirmar
09.40 – Comunicação 2 – Diagnóstico de fachadas – Prof.ª Inês Flores-Colen
10.00 – Comunicação 3 – Sistemas Hidráulicos Prediais – Eng. Nelson Bento Pereira
10.20 – Comunicação 4 – Elementos em Madeira- Prof. Amorim Faria
10.40 – Coffee Break
11.00 – Comunicação 5 – Vãos Exteriores – Arq.ª Patrícia Fernandes Rocha
11.20 – Comunicação 6 – Sistemas Elétricos – Prof. José Pinto Ferreira
11.40 – Comunicação 7 – Sistemas Mecânicos – Prof. José Alexandre
12.00 – Comunicação 8 – Segurança em Obra –Prof.ª Cristina Reis
12.20 – Almoço
14.20 – Comunicação 9 – Metodologias de Projeto para Intervenções em Edifícios de Condomínio – Prof. Jorge Renda
14.40 – Comunicação 10 – Fiscalização das Intervenções – Prof. Rui Calejo Rodrigues
15.00 – Comunicação 11 – Segurança contra Incêndio – Prof. Miguel Gonçalves
15.20 – Comunicação 12 – Gestão Sustentável de Facilities – Progressos e Casos Práticos – Eng. Jorge Falorca
15.40 – Coffee Break
16.00 – Comunicação 13 – Ruído em Condomínios – Eng.ª Dóris Queirós
16.20 – Comunicação 14 – Gestor de Condomínios Residenciais – Arq.ª Rita Brandão
16.40 – Comunicação 15 – Envolvente Exterior em Alvenaria – Prof. Hipólito Sousa
17.00 – Encerramento – Prof. Vasco Peixoto Freitas

É com muito gosto que a HouseLab patrocina, mais uma vez, as II Conferências de Gestão de Edifícios – Manutenção de Condomínios, iniciativa organizada pelo grupo CEES, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e pela Apegac.

No sistema fachada ventilada, cria-se um espaço ventilado entre o revestimento e o isolamento térmico, melhorando a proteção contra a intempérie (acumulação de humidade de infiltração) e o desempenho térmico no Verão (acumulação de calor decorrente da radiação solar incidente).

O sistema de fachada ventilada é composto por diferentes materiais de revestimento final: betão polimérico, alumínio perfilado ou de tricamada, vidro, cerâmica, pedra, fenólico e madeira modificada, etc., que são fixos à edificação por componentes metálicos.

Relativamente ao sistema de fixação, existem quatro sistemas. Quando estamos perante revestimentos de grande espessura, fixam-se as peças sobre a margem superior e inferior em perfis horizontais que serão posteriormente fixos à estrutura através de grampos de aço.

Em sistemas de fixação à vista de espessura fina, o encaixe é visível do exterior, mediante o uso de grampos em aço que seguram o painel, unindo-os ao perfil metálico.

Existem também sistemas sobrepostos para painéis cerâmicos, onde existe uma sobreposição de painéis formando escamas, garantindo-se no entanto, a estanquidade das juntas. Este sistema encontra-se pensado sobretudo para revestimentos cerâmicos.

Finalmente os sistemas de fixação oculta em que os encaixes das peças de revestimento não são visíveis e encontram-se no dorso das mesmas, mediante rasgos que permitem a colocação de elementos de aço e que se aparafusam a um perfil de alumínio que fixa ao suporte através de grampos. Este sistema encontra-se também pensado para revestimento cerâmico.

Mais informação sobre o sistema aqui, aqui ou aqui.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Aenean commodo ligula eget dolor. Aenean massa. Cum sociis natoque penatibus et magnis dis parturient montes, nascetur ridiculus mus. Donec quam felis, ultricies nec, pellentesque eu, pretium quis, sem.

Nulla consequat massa quis enim. Donec pede justo, fringilla vel, aliquet nec, vulputate eget, arcu. In enim justo, rhoncus ut, imperdiet a, venenatis vitae, justo. Nullam dictum felis eu pede mollis pretium. Integer tincidunt. Cras dapibus. Vivamus elementum semper nisi. Aenean vulputate eleifend tellus. Aenean leo ligula, porttitor eu, consequat vitae, eleifend ac, enim.

Read more

Sendo o betão, um dos principais materiais que constituem a infra-estrutura construída, as técnicas de reabilitação do betão, em particular do betão armado, revestem-se de grande importância.

Reparação e reforço de estruturas com betão projectado

A técnica de projecção de betão tem vindo a ser aplicada em trabalhos em que se procura um objectivo de carácter estrutural, como seja a reparação de estruturas de betão armado, ou a consolidação e reforço de paredes de alvenaria. Este método de colocação do betão dispensa o uso de cofragens e permite a aplicação mesmo em situações de difícil acesso, garantindo uma excelente aderência e durabilidade.

Injecção de resinas de epóxido para reparação estrutural

Este método de reparação consiste na injecção de resina de epóxido em fendas, fissuras ou vazios apresentados por elementos estruturais de betão (vigas, lajes, pilares, paredes), de forma a restabelecer o seu monolitismo.

Reforço com chapas e perfis de aço

O reforço de elementos estruturais de betão armado pode ser conseguido através da fixação de peças metálicas, destinadas a funcionar como armaduras exteriores.

Reforço por adição de polímeros reforçados com fibras de elevada resistência

Os trabalhos de reforço de estruturas de betão armado por adição de polímeros reforçados com fibras de carbono (CFRP) ou outras de elevada resistência constituem uma excelente alternativa aos sistemas de reforço tradicionais.

Reforço com pré-esforço exterior

Recorre-se ao pré-esforço exterior quando se verifica a necessidade de reforçar as estruturas, devido ao facto de as cargas actuantes não coincidirem com o que estava previsto no projecto inicial. Esta técnica consiste na colocação de cabos pós-tensionados ou barras de aço de alta resistência no exterior da estrutura, de modo a modificar as suas características resistentes.

Transferência de cargas

A transferência de cargas consiste na progressiva colocação em carga de novos elementos de apoio ou reforço, aliviando-se os elementos existentes. Esta técnica aplica-se na modificação ou reforço de elementos estruturais de betão ou de alvenaria e na substituição de aparelhos de apoio em pontes e viadutos.

Métodos electroquímicos (realcalinização, dessalinização e protecção catódica)

O principal problema associado com o betão armado é a corrosão das armaduras, resultante, principalmente, de carbonatação e contaminação pelos cloretos. A reparação convencional do betão deteriorado envolve a remoção mecânica do betão carbonatado ou contaminado por cloretos, seguida da sua substituição por material novo. Frequentemente, novas degradações surgirão em áreas vizinhas. A fim de parar a corrosão e prevenir a continuação da deterioração, a causa da corrosão terá que ser eliminada.

A realcalinização e a dessalinização, métodos de tratamento electroquímico, permitem reduzir os custos das intervenções e prolongar a vida útil da estrutura. Em muitos casos, a estrutura pode permanecer em serviço durante o tratamento, sem perigo para as pessoas ou o ambiente.

A protecção catódica é um método que tem por objectivo a prevenção ou o controlo da corrosão, e que pode ser usado quer em estruturas novas, quer em estruturas existentes e, neste último caso, em articulação com outras técnicas de reabilitação.

Mais informações aqui.

O deficiente comportamento higrotérmico da envolvente dos edifícios é uma das principais causas das patologias observadas na construção. É, por isso, importante um bom conhecimento dos fenómenos de transferência de humidade e calor entre os diferentes elementos de construção.

A envolvente dos edifícios pode intervir a vários níveis nas trocas de humidade entre o exterior e o interior:
– Transferência de humidade por ventilação do exterior para o interior;
– Transferência de humidade através das paredes, em consequência do gradiente de pressão parcial de vapor;
– Transferência de humidade entre a atmosfera e as paredes, e entre estas e o ambiente interior.

Os mecanismos que regem o transporte de humidade numa parede são complexos, podendo dar-se em diferentes fases:
– Na fase vapor, a difusão e os movimentos convectivos no interior dos poros condicionam o transporte;
– Na fase líquida, a capilaridade, a gravidade e o efeito de gradiente de pressão externa comandam a transferência de humidade.

No entanto, o transporte em fase líquida e em fase vapor ocorre em simultâneo e as condições de temperatura, humidade relativa, precipitação, radiação solar e pressão do vento dos ambientes ­ que definem as condições fronteira no interior e exterior ­ são muito variáveis ao longo do tempo.

Do ponto de vista físico, podemos considerar que há três mecanismos de transferência de humidade: absorção, condensação e capilaridade. Estes três mecanismos permitem explicar, na generalidade dos casos, a variação do teor de humidade no interior dos materiais de construção com estrutura porosa.

O mecanismo de absorção é consequência das forças intermoleculares que actuam na interface sólido-fluído, no interior dos poros, e que por difusão superficial transportam a humidade, através de moléculas de água, quando absorvidas pela superfície porosa interior de materiais higroscópicos e microcapilares. A principal força responsável pela difusão superficial é a humidade relativa.

A forma da curva de absorção pode ser dividida em três fases dependendo do tipo de fixação das moléculas de água. Numa primeira fase, ocorre através da difusão e movimentos convectivos, a fixação de uma camada de moléculas de água na superfície interior do poro (absorção monomolecular), a que se segue, numa segunda fase, a deposição de várias camadas de moléculas (absorção plurimolecular). A condensação capilar corresponde à última fase. A diminuição da pressão de vapor de saturação por cima das superfícies curvas, depende do ângulo de curvatura dos meniscos como expressa a equação de Kelvin. Quando o diâmetro dos poros é suficientemente pequeno, há a junção das camadas plurimoleculares (condensação capilar), e estes serão completamente preenchidos com água.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Aenean commodo ligula eget dolor. Aenean massa. Cum sociis natoque penatibus et magnis dis parturient montes, nascetur ridiculus mus. Donec quam felis, ultricies nec, pellentesque eu, pretium quis, sem.

Nulla consequat massa quis enim. Donec pede justo, fringilla vel, aliquet nec, vulputate eget, arcu. In enim justo, rhoncus ut, imperdiet a, venenatis vitae, justo. Nullam dictum felis eu pede mollis pretium. Integer.

  • Donec posuere vulputate arcu.
  • Phasellus accumsan cursus velit.
  • Vestibulum ante ipsum primis in faucibus orci luctus et ultrices posuere cubilia Curae;
  • Sed aliquam, nisi quis porttitor congue

Read more

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Aenean commodo ligula eget dolor. Aenean massa. Cum sociis natoque penatibus et magnis dis parturient montes, nascetur ridiculus mus. Donec quam felis, ultricies nec, pellentesque eu, pretium quis, sem.

  1. Nulla consequat massa quis enim.
  2. Donec pede justo, fringilla vel, aliquet nec, vulputate eget, arcu.
  3. In enim justo, rhoncus ut, imperdiet a, venenatis vitae, justo.

Nullam dictum felis eu pede mollis pretium. Integer tincidunt. Cras dapibus. Vivamus elementum semper nisi. Aenean vulputate eleifend tellus. Aenean leo ligula, porttitor eu, consequat vitae, eleifend ac, enim. Aliquam lorem ante, dapibus in, viverra quis, feugiat a, tellus.

Read more