O blog da Houselab

No passado dia 21 de outubro realizou-se o Colóquio: Saber manter os edifícios: Pensar, Desenhar, Construir na Casa das Artes do Porto.

Do evento resultou uma publicação que teve o contributo das entidades organizadoras do evento: CEES – Centro de Estudos de Edifícios em Serviço e o CEAU – Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo.

A publicação com o título “Saber manter os edifícios: Pensar, Desenhar, Construir” aborda perspetivas da manutenção de edifícios com dois casos de estudo concretos: Faculdade de Engenharia e Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Inclui, entre outras, uma entrevista ao arquiteto Álvaro Siza.

No próximo dia 18 de novembro das 14h30 às 18h00, vão ter lugar no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto as VI Jornadas de Engenharia Acústica cuja organização está a cargo da Comissão Executiva da Especialização.

Mais informações e inscrições aqui: http://www.ordemengenheiros.pt/pt/agenda/vi-jornadas-de-engenharia-acustica/

Programa:

14h00
Receção dos Participantes

14h30
Sessão de Abertura
Eng. Luis Santos Lopes, coordenador da especialização

14h45
A Contribuição do LNEC para a Qualidade Acústica da Edificação
Eng. Jorge Patrício

15h05
Reabilitação de Edíficios: A Componente Acústica
Eng. Rui Calejo (NI & DEA)

15h25
Os Ensaios Laboratoriais no Domínio da Acústica realizados pelo ITECONS
Eng. António Tadeu

15h45
Debate

16h00
Pausa para Café

16h15
Os Atos de Engenharia Acústica
Eng. Octávio Inácio, coordenador adjunto da especialização

16h45
Subscrição de Projetos de Condicionamento Acústico de Edifícios: Os Novos Critérios Internos para Reconhecimento de Competências e as Categorias de Edifícios que lhes estão associadas
Eng. Octávio Inácio
Eng. Rui Ribeiro, vogal da especialização

17h30
Debate

18h00
Encerramento

 

As fases que constituem o processo de reabilitação de um edifício são as seguintes:

1ª Fase – Viabilidade da intervenção

Análise de fatores económicos, do seu estado de conservação e das restrições relacionadas com casos irregulares de ocupação.

Levantamento preliminar

Levantamento preliminar da condição de estado do edifício.

2ª Fase – Estudo de diagnóstico

Elaboração de um estudo de diagnóstico das patologias que o edifício apresenta, incluindo no mesmo propostas de soluções de reparação e uma estimativa dos custos unitários.

Estudo prévio de inspeçao e diagnoctico

Estudo prévio de inspeção e diagnóstico

3ª Fase – Definição da estratégia de intervenção

Dependendo da disponibilidade financeira, o dono-de-obra define a estratégia a seguir através de uma análise técnico-económica. Justifica-se a inclusão de uma etapa adicional dentro desta fase, denominada experimentação, apenas em situações com patologias muito complexas, e que consiste na experimentação das tecnologias propostas numa área limitada do edifício.

Amostra de material

Amostra de membrana impermeabilizante transparente de base acrílica em fachada

4ª Fase – Elaboração do projeto de execução

O projeto de execução é constituído pela memória descritiva e justificativa, pelo caderno de encargos, por medições, por desenhos gerais e por desenhos de pormenor.

projeto de reabilitação

Pormenor em projeto de reabilitação

5ª Fase – Obtenção de propostas

Receção das propostas de todas as empresas que manifestaram interesse na realização da empreitada.

6ª Fase – Análise técnico-económica das propostas

Elaboração de um relatório sobre a apreciação das propostas por parte do projetista.

7ª Fase – Controlo dos trabalhos de reabilitação

Contratação da equipa de fiscalização para controlo técnico e financeiro dos trabalhos de reabilitação a executar e adjudicação da obra. Execução da obra.

obra fachada

Obra de reabilitação em fachada

O mecanismo de corrosão conduzido pela formação de pilhas eletroquímicas

Um quadro geral da corrosão que tem como mecanismo o contacto elétrico entre dois metais de potenciais eletroquímicos diferentes imersos num mesmo eletrólito, metais de igual potencial imersos em eletrólitos diferentes ou ainda de metais diferentes em eletrólitos diferentes.

 

A corrosão galvânica é um processo eletroquímico em que um metal sofre corrosão preferencialmente em relação a outro quando os dois metais estão em contacto elétrico e imersos em um eletrólito. Esta mesma reação galvânica é explorada em baterias primárias (como as vulgarmente designadas pilhas) para gerar uma tensão. A corrosão galvânica e os seus processos são uma das formas mais comuns e frequentes de corrosão na natureza, bem como uma dos mais destrutivas.

 

A tabela abaixo mostra os graus de corrosão por contacto para diferentes materiais. Onde a corrosão por contacto não puder ser evitada, ela deve ser minimizada através de materiais de vedação isolantes, tintas anticorrosão ou outros químicos não ácidos.

 

Clicar na tabela para aumentar.
corrosao-galvanica-tabela
Mais informação sobre corrosão galvânica aqui: Instituto de Metais Não Ferrosos

É o reconhecimento dos nossos clientes que nos motiva para sermos sempre melhores!

Fica a nossa nota de agradecimento ao Amílcar Fonseca, ao Rúben Marques e a toda a equipa da Razão e Ideias, pela confiança absoluta e pela cultura de gestão focada e proativa que tanto facilita o nosso trabalho.

Testemunho Razao e Ideias 1

Testemunho Razao e Ideias 2

Testemunho Razao e Ideias 3

Podem acompanhar a nossa página no Facebook através da seguinte ligação: https://www.facebook.com/houselab.engenharia.

Ficha técnica de obra:

Designação: Reabilitação de cobertura e fachadas rebocadas

Projetista: Houselab

Construtora: Fielnorte

Fiscalização: Houselab

Descrição breve da intervenção: Substituição de sistema de impermeabilização em cobertura plana, aplicação de capeamentos metálicos, reparação de fissuras e estabilização de panos de fachada, aplicação de reboco delgado armado em fachadas rebocadas.

Avenida Penafiel 1 Avenida Penafiel 2 Avenida Penafiel 3

As movimentações térmicas de um material estão relacionadas com as propriedades físicas do mesmo e com a intensidade da variação da temperatura, a magnitude das tensões desenvolvidas é função da intensidade da movimentação, do grau de restrição imposto pelos vínculos a esta movimentação e das propriedades elásticas do material.

As fendas de origem térmica podem também surgir por movimentações diferenciadas entre componentes de um elemento, entre elementos de um sistema e entre regiões distintas de um mesmo material. As principais movimentações diferenciadas ocorrem em função de:

  • junção de materiais com diferentes coeficientes de dilatação térmica, sujeito às mesmas variações de temperatura (por exemplo, movimentações diferenciadas entre argamassa de assentamento e componentes de alvenaria);
  • exposição de elementos a diferentes solicitações térmicas naturais (por exemplo, cobertura em relação às paredes de uma edificação);
  • gradiente de temperatura ao longo de um mesmo componente (por exemplo, gradiente entre a face exposta e a face protegida de uma laje de cobertura).

No caso das movimentações térmicas diferenciadas é importante considerar-se não só a amplitude da movimentação, como também a rapidez com que esta ocorre. Se ela for gradual e lenta muitas vezes um material que apresenta menor resposta ou que é menos solicitado às variações da temperatura pode absorver movimentações mais intensas do que um material ou componente a ele justaposto, o mesmo pode não ocorrer se a movimentação for brusca.

Por outro lado, alguns materiais também podem sofrer fadiga pela ação de ciclos alternados de carregamento – descarregamento ou por solicitações alternadas de tração – compressão.

Todos os materiais empregados nas construções estão sujeitos a dilatações com a subida de temperatura, e as contrações com a sua descida. A intensidade desta variação dimensional, para uma dada variação de temperatura, varia de material para material. Para quantificar as movimentações sofridas por um componente, além das suas propriedades físicas, deve conhecer-se o ciclo de temperatura a que está sujeito e determinar também a velocidade de ocorrência das mudanças térmicas, como no caso de alguns selantes que possuem pouca capacidade de acomodação de movimentos bruscos.

Considerando-se o caso mais comum das edificações residenciais, a principal fonte de calor que atua sobre os seus componentes é o sol. A amplitude e a taxa de variação da temperatura de um componente exposto à radiação solar irá depender da atuação combinada dos seguintes fatores:

  1. intensidade da radiação solar (direta e difusa);
  2. absorvência da superfície do componente à radiação solar;
  3. emitância da superfície do componente;
  4. condutividade térmica superficial;
  5. diversas outras propriedades térmicas dos materiais de construção.

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Movimentação térmica em lajes de cobertura sobre paredes autoportantes

Em geral, as coberturas planas estão mais expostas às mudanças térmicas naturais do que os paramentos verticais das edificações, ocorrem, portanto, movimentos diferenciados entre os elementos horizontais e verticais.

Além disso, podem ser mais intensificados pelas diferenças nos coeficientes de expansão térmica dos materiais construtivos desses componentes. Segundo alguns autores, o coeficiente de dilatação térmica linear do betão é aproximadamente duas vezes maior que o das alvenarias de uso corrente, considerando-se aí a influência das juntas de argamassa.

Deve-se considerar também que ocorrem diferenças significativas de movimentação entre as superfícies superiores e inferiores das lajes de cobertura, sendo que normalmente as superfícies superiores são solicitadas por movimentações mais bruscas e de maior intensidade.

Por estas razões, e devido ao fato de as lajes de cobertura normalmente encontrarem-se vinculadas às paredes de sustentação, surgem tensões tanto no corpo das paredes, quanto nas lajes.

Teoricamente, as tensões de origem térmica são nulas nos pontos centrais das lajes, crescendo proporcionalmente em direção aos bordos onde atingem seu ponto máximo.

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Propagação das tensões numa laje de cobertura com bordos vinculados devido a efeitos térmicos

A dilatação plana das lajes e o encurvamento provocado pelo gradiente de temperatura introduzem tensões de tração e de corte nas paredes das edificações. As fendas desenvolvem-se quase exclusivamente nas paredes, apresentando tipicamente as seguintes configurações.

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Movimentações que ocorrem numa laje de cobertura , sob ação da subida da temperatura

 

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Fenda típica presente no topo da parede paralela ao comprimento da laje, a direção das fissuras são perpendiculares às resultantes de tração(δt), indica o sentido da movimentação térmica (no caso, da esquerda para direita)

A presença de aberturas nas paredes propiciará o aparecimento de regiões naturalmente enfraquecidas (ao nível do peitoril e ao nível do topo de caixilhos), desenvolvendo–se as fissuras preferencialmente nessas regiões. Assim, em função das dimensões da laje, da natureza dos materiais que constituem as paredes, do grau de aderência entre paredes e laje e da eventual presença de aberturas, poderão desenvolver-se fendas inclinadas próximos do topo das paredes.

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Fissura causada pela expansão térmica da laje de cobertura

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Fissura causada pela expansão térmica da laje de cobertura

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Fissura causada pela retração térmica da laje de cobertura

Alguns exemplos de casos reais

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Iniciado há 22 anos em Londres o Open House é uma iniciativa que procura dar a conhecer a um público alargado uma diversidade grande de edifícios e infra-estruturas que pelo seu valor arquitetónico, pela sua função específica ou localização privilegiada, merecem toda a atenção. Sobre estes objetos arquitetónicos o Open House favorece uma abordagem única (e gratuita!) de visita revelando espaços quotidianamente inacessíveis ao público, proporcionando a construção de novas formas e ver e pensar a cidade.

Abrangendo três cidades – Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia – O Open House oferece uma lista de cerca de 40 edifícios, cujas visitas contarão sempre que possível com os autores dos respetivos projetos ou de outros convidados familiarizados com a obra. Incluindo projetos de Álvaro Siza, Souto de Moura ou Rem Koolhaas, o Open House é também a oportunidade para dar a conhecer edifícios menos mediatizados mas não menos interessantes.

Da casa privada ao equipamento público, o Open House estimula um enquadramento histórico da cidade procurando no passado lições de transformação e adaptabilidade às exigências do presente. Edifícios históricos, recuperações, remodelações ou edifícios de raiz estiveram na base dos critérios de seleção mas também infraestruturas, como a refinaria de Matosinhos que, não sendo projetada por arquitetos, não deixa de oferecer pensar sobre a energia que faz mover as cidades.

Mais informações aqui: Open House Porto

Os ensaios de corrosão têm como objectivo avaliar o comportamento dos materiais à corrosão.

Esta avaliação pode ser realizada recorrendo a ensaios electroquímicos ou a ensaios de exposição de longa duração a ambientes simulados.

Ensaios aplicáveis

  • Análises de falha de corrosão
  • Corrosão microbiológica
  • Monitorização da corrosão
  • Protecção catódica
  • Selecção de materiais
  • Corrosão sob tensão
  • Avaliação de formação de fases intermetálicas em aços duplex
  • Investigação de mecanismos de degradação por corrosão
  • Fragilização por hidrogénio
  • Influência da soldadura no desempenho à corrosão

Ensaio de carbonatação do betão

Ensaios climáticos

Estes ensaios são utilizados para avaliar a resistência à corrosão de materiais com ou sem revestimento, quando expostos a meios específicos.

  • Ensaios de nevoeiro salino neutro, acético e com adição de cobre
  • Ensaios de humidade
  • Ensaio de SO2 (Ensaio de Kesternich)
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Ensaio de Kesternich

Ensaios electroquímicos

Os ensaios electroquímicos convencionais são amplamente utilizados para avaliar os materiais quando à sua resistência à corrosão, nomeadamente:

  • Corrosão intersticial
  • Técnicas DC (polarização linear) e AC para caracterização electroquímica (impedância electroquímica)
  • Temperatura crítica de picada (CTP) e intersticial (CCT)
Ensaios sob a influência de cargas

A avaliação do desempenho dos materiais à corrosão pode ser realizada sob acção de carga, dinâmica ou estática.

A introdução deste factor no ensaio de corrosão tem como objectivo simular as condições de serviço a que os materiais estão sujeitos.

ensaio-carga

 

livro_fissuras_paredes

Hipólito de Sousa, Professor Associado do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e coordenador do grupo de investigação Gequaltec/Construct, é responsável pela edição e autoria de alguns dos capítulos de uma recente publicação internacional na área da engenharia civil, especificamente para a temática das fissuras de edifícios.

“Defects in Masonry Walls. Guidance on Cracking: Identification, Prevention and Repair” é o título da publicação que vem reforçar a importância de se assegurar um comportamento em serviço adequado para as paredes de alvenaria, no sentido de identificar e evitar os diferentes tipos de fissuração. Ao longo do livro são abordadas algumas estratégias e recomendações de reparação das fissuras, diversas medidas para evitar este tipo de patologia e ainda identificar algumas necessidades de investigação futura, de forma a melhorar as recomendações existentes.

Desenvolvida no âmbito das atividades do ‘International council for research and innovation in building and construction’ (CIB), especificamente pela comissão CIB W023 – “Wall Structures”, a publicação foi editada por este mesmo organismo e conta com a participação, além da FEUP, de especialistas de vários países do mundo na área das paredes de alvenaria. O CIB é um organismo mundial de referência na área da investigação e inovação no domínio dos edifícios e a FEUP é a única entidade institucional portuguesa membro, representada por vários docentes do Departamento de Engenharia Civil, nomeadamente o Docente Vitor Abrantes (atualmente membro conselheiro do CIB commission board).

O livro é gratuito e pode ser livremente descarregado em formato eletrónico na página da comissão W023 do CIB, no FEUPLoad e, brevemente, na livraria online ICONDA®CIB.