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As fases que constituem o processo de reabilitação de um edifício são as seguintes:

1ª Fase – Viabilidade da intervenção

Análise de fatores económicos, do seu estado de conservação e das restrições relacionadas com casos irregulares de ocupação.

Levantamento preliminar

Levantamento preliminar da condição de estado do edifício.

2ª Fase – Estudo de diagnóstico

Elaboração de um estudo de diagnóstico das patologias que o edifício apresenta, incluindo no mesmo propostas de soluções de reparação e uma estimativa dos custos unitários.

Estudo prévio de inspeçao e diagnoctico

Estudo prévio de inspeção e diagnóstico

3ª Fase – Definição da estratégia de intervenção

Dependendo da disponibilidade financeira, o dono-de-obra define a estratégia a seguir através de uma análise técnico-económica. Justifica-se a inclusão de uma etapa adicional dentro desta fase, denominada experimentação, apenas em situações com patologias muito complexas, e que consiste na experimentação das tecnologias propostas numa área limitada do edifício.

Amostra de material

Amostra de membrana impermeabilizante transparente de base acrílica em fachada

4ª Fase – Elaboração do projeto de execução

O projeto de execução é constituído pela memória descritiva e justificativa, pelo caderno de encargos, por medições, por desenhos gerais e por desenhos de pormenor.

projeto de reabilitação

Pormenor em projeto de reabilitação

5ª Fase – Obtenção de propostas

Receção das propostas de todas as empresas que manifestaram interesse na realização da empreitada.

6ª Fase – Análise técnico-económica das propostas

Elaboração de um relatório sobre a apreciação das propostas por parte do projetista.

7ª Fase – Controlo dos trabalhos de reabilitação

Contratação da equipa de fiscalização para controlo técnico e financeiro dos trabalhos de reabilitação a executar e adjudicação da obra. Execução da obra.

obra fachada

Obra de reabilitação em fachada

Ficha técnica de obra:

Designação: Reabilitação de cobertura e fachadas rebocadas

Projetista: Houselab

Construtora: Fielnorte

Fiscalização: Houselab

Descrição breve da intervenção: Substituição de sistema de impermeabilização em cobertura plana, aplicação de capeamentos metálicos, reparação de fissuras e estabilização de panos de fachada, aplicação de reboco delgado armado em fachadas rebocadas.

Avenida Penafiel 1 Avenida Penafiel 2 Avenida Penafiel 3

Como Identificar?

Tentar-se-á listar abaixo os defeitos mais comuns em pisos e revestimentos cerâmicos, sejam eles naturais ou esmaltados, os quais, quando detectados, devem ser rejeitados e/ou substituídos por produtos de qualidade antes de sua especificação ou compra, para evitar-se prejuízos de até 5 vezes o valor do produto, levando-se em conta o consumo de argamassas de colagem, betumação de juntas, produtos de limpeza, impermeabilizantes e mão-de-obra, sem considerar-se a sua durabilidade, o que poderá elevar ainda mais os prejuízos:

“Coração Negro”

Manchas escuras ou esbranquiçadas no interior (secção) da massa dos ladrilhos cerâmicos mal queimados, resultantes de reduzidos e/ou inadequados ciclos de queima e de compactação. São manchas formadas por gases e materiais orgânicos que não exalaram durante o reduzido ciclo de queima (baixa temperatura e tempo reduzido de queima). Produtos com “coração negro” podem inchar, descolar, folhear, gretar, trincar, formar bolhas, erupções e provocar manchas e descolorações nos seus espelhos (superfícies visíveis).

Como identificar?

Quebre um ou mais ladrilhos cerâmicos em diversas partes e verifique se há presença de manchas ou sombreamento nas secções de corte.

Elevada Absorção de Humidade

Produtos cerâmicos mal queimados e de granulometria de massa inadequada (grão com dimensões acima dos padrões) apresentam elevados índices de absorção de água (acima de 10%), cores de tonalidades pardas do tipo “tijolo crú”. Argilas inferiores, de características físico-químicas inferiores podem apresentar baixíssima resistência à flexão e ao desgaste, elevada absorção e dilatação, descolamento e destorroamento sob a ação de intempéres e maresias.

Como identificar:

Passe a ponta do dedo humedecido com saliva e deslize suavemente sobre a base do ladrilho cerâmico. Se o dedo “travar” e a mancha de humidade desaparecer ou for rapidamente absorvida, a absorção de humidade do elemento é provavelmente superior a 10% (até 20 %) e possivelmente a dilatação será superior a 0,6 mm/m (algumas até 3 mm/m).
Em produtos esmaltados, deposite um pouco de água no centro da base, aguarde alguns minutos, verifique se houve absorção muito rápida, vire a peça e observe se há manchas de humidade no centro do esmalte (de cores claras). Neste caso, além do excesso de absorção, pode observar-se se o esmalte é de boa ou má qualidade, se sua espessura é ou não apropriada.
Atenção: Estes critérios de avaliação somente são aplicáveis em produtos de características “grés” ou “semi-grés”, prensados (compactados) ou extrudidos. Estes critérios de identificação não servem para azulejos de massa mono-porosa, cuja absorção é de aprox. 18%, próprio do tipo de massa, de excelente ancoragem e “cristalização/fixação” da argamassa de colagem com a base de azulejo.

Elevada dilatação

Produtos cerâmicos mal queimados, de granulometria e compactação inadequadas, normalmente apresentam dilatação acima de 0,6 mm/m, alguns chegando a até 3 mm / m, além de baixíssima resistência à flexão, ao desgaste e durabilidade, podendo desprenderem-se (descolarem-se), gretarem, trincarem, mancharem, destorroarem-se (desintegrarem-se), etc..

Como identificar:

Proceda na prática do mesmo modo que no caso de produtos com elevada absorção (> 10 %). Em testes laboratoriais, também denominados de expansão por humidade ou expansão por hidratação, o índice de dilatação é realizado através de estiramento de peças cerâmicas humedecidas, de dimensão padrão, com medidas aferidas por micrómetro ou paquímetro.